E eu, homem feito...

Eu, homem feito, às vezes tenho medo de coisas que muitos jugam ser coias bobas, mas que me fazem tremer na base. Acho que todos tem seus temores, momentos em que se sentem fracos e inaptos para fazer algo. Tenho medo de falhar, de tentar, de perder, e o maior de todos: DE TER MEDO! Não é por vergonha ou algo do gênero, e sim por dar mais brechas ao sofrimento. Todos os sentimentos negativos estão relativamente interligados, e eu simplesmente temo todos eles. Nem sei porque, mas quanto mais evito sofrer, mas sinto dor. E é algo que me consome, me corrói por dentro. Me deixa mal e sem ação.
O mundo é mal, as pessoas são más. Não é que eu ache que todos conspirem contra mim, mas que na minha montanha russa, me encontro em queda livre. Não sei quanto vai durar, e porque isso ocorre. Acontece com todos nós, dos mais ricos aos moradores de rua, temos momentos ruins na vida, mesmo que aparentemente não seja nada.
 Às vezes o que para você é nada, para mim é muita coisa. Ou o total motivo da minha desgraça, ou a verdadeira razão para minha completa alegria, lembrando que ambos são passageiros. Porque tudo é passageiro, a vida é passageira, inclusive nós. Tudo passa. Talvez algo que te deixe muito mal hoje, te fortifique amanhã.
 E esse meu medo, que tanto me assusta, um dia passa, muda, e se renova. Nada é para sempre, certo? Nem mesmo você!
Somos tão insignificantes no meio de um universo tão grandioso e mesmo assim nos achamos muita coisa, achamos que nossos problemas são maiores que o mundo, e que nossos temores são maiores que um universo. Universo esse que um dia irá desaparecer. Já que tudo passa, vou tentar driblar meus medos.
 E eu, homem feito, sou tão feliz... Tenho amigos verdadeiros, tenho família, uma boa casa, um bom emprego. Tenho muitos medos e preocupações sim, mas eles existem para fazer valer a pena todos os outros itens citados antes, para que eu possa dar real valor às coias boas da vida e ter a certeza: Sou feliz apesar de tudo e de todos.
  

Amanda Farias

ÍNDIOS

Estava ouvindo o álbum de Legião Urbana chamado "Como é que se diz eu te amo" . E encontrei uma musica muito conhecida, mas que diz muito. E resolvi postar a letra para que vocês prestem atenção à letra em si. 

ÍNDIOS

Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês -
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do inicio ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

E pra quem estiver afim de ouvir, clica aqui .
Amanda Farias

Linda coincidência...

domingo, 22 de maio de 2011 00:16 Postado por (. Amanda Farias 0 comentários
Costumo andar de um lado para o outro quando estou irritado, e foi assim que ocorreu um terrível acidente: esbarrei em uma linda moça. Eu, estressado com o trabalho, três relatórios para entregar no dia seguinte e nenhum deles estava pronto. Ela, aparentava ter seus 13 anos, calma e tranquila. E foi assim que dois mundos extremamente diferentes se chocaram. 
Pedi desculpas. Posso ser qualquer coisa, menos mal educado.
Ela me retribuiu com um sorriso.
...
E foi embora.
E no dia seguinte, mais trabalho. Consegui fazer os três relatórios a tempo. 
Estava mais calmo. Saí apressado da minha sala para falar com o chefe. E esbarrei na mocinha novamente. 
Desculpas.
Sorrisos.
... E foi embora.
Essas colisões ocorreram mais umas três vezes e a partir daí, começou uma conversa sem pé nem cabeça, de curta duração. Surgia uma amizade.
Descobri seu nome, se chama Clarice. Apesar da carinha de 13 anos, tem 17 e está estagiando aqui no escritório para ajudar nas despesas de casa.
Comecei a me acostumar com os esbarrões sem querer, gostava até.
Era bom conversar com ela. Já era certo: às 14 hrs eu saia da sala para conversar com ela, e lá ficávamos um bom tempo. Éramos bons amigos, mas nos víamos apenas no trabalho.
14:00. Saio para conversar com minha boa amiga. Procuro. Não a acho. Desisto.
Dia seguinte: Procuro de novo e ... NADA! Descubro o número do celular dela. Ligo. A mãe dela atende.
A tristeza invade meu coração.
Ouço apenas o silêncio.
Hoje eu lembro de como era bom tê-la por perto. Minha amiga de esbarrões. Restou-me apenas lembranças.
Ando de um lado para o outro estressado. Esbarro em uma pessoa, uma linda moça.Isso me faz lembrar alguém...
Obrigada à todos que me elogiaram pelo meu post anterior. Fico muito grata!
Aos que gostaram,sigam o blog, comentem e ajudem na divulgação dele. =)


Amanda Farias     

Sobre o AMOR

sábado, 14 de maio de 2011 13:27 Postado por (. Amanda Farias 2 comentários
 O amor de verdade não pode ser explicado, muito menos medido. Não tem fronteiras, é puro, bonito.
 Ele é simplesmente infinito, pode até ficar quietinho no mais profundo do coração, mas quando você menos espera, ele reaparece como se fosse a primeira vez.
 Quando o amor é de verdade, podemos ter todos os motivos do mundo para desistirmos dele, mas não desistimos, pois este é incondicional.
 Amar inclui dar amor sem esperar nada em troca, apesar de sabermos que não há nada melhor do que amar e ser amado. É triste não ser correspondido, mas o amor tudo supera.
 E o que torna o amor algo tão bom é o fato dele ser simples e complicado, indescritível. O paradoxo perfeito.

 Perdoem-me pela quantidade de tempo que passei sem postar nada. Estava muito ocupada com a escola, e sem cabeça pra escrever algo bom. Mas já tenho algo pra semana que vem Também. Vou tentar postar com mais frequência, prometo!

Amanda Farias

Sophia, o que fazer?

Estava Sophia em seu twitter quando alguém posta “E eu não sei mais o que fazer com meus pensamentos e sentimentos.”, ela achou frase muito interessante, deu RT e continuou conversando com o pessoal no MSN, depois de um tempo resolveu sair do twitter. Colocou a frase, que lhe chamara tanto a atenção, em seu subnick, enquanto rolava um estresse entre ela e seu ex (ex-namorado parece ter como principal função causar muita raiva e estressar). Depois do ocorrido pensou “realmente não sei mais o que fazer com meus pensamentos e sentimentos”, e de fato ela não sabia. Não que ela estivesse mal pelo término do namoro, ela apenas não se conformava que fosse possível ele ainda lhe causar tanta dor de cabeça.
- E o que fazer? – Perguntou-me Sophia
Respondi – Fazer o que?
- O que fazer com esses pensamentos e sentimentos?
Voltei pra casa e fui tentar dormir, havia prometido a ela que talvez lhe desse a resposta outro dia. Mas talvez nem encontrasse. Cheguei a minha casa e deitei, deitei e pensei, pensei na tal frase, ela realmente mexeu comigo. Não consegui dormir e resolvi ligar para Sophia.
- O que fazer? Sair por ai falando o que realmente sinto e penso em relação a todas as coisas? Guardo tudo isso dentro de mim? Se eu resolver falar, pra quem falar? E como falar?
Respondi depois de muito pensar - Não sei, flor... Não faço ideia!
- Ah! E de volta a estaca zero!- Falou-me decepcionada
Devido ao medo de magoar-se, ela preferiu esperar. Sempre há o momento e hora certa para gritar para o mundo inteiro ouvir tudo o que ficou guardado durante horas, dias, meses, e até anos, muitos anos. Seja através de uma música, de um post no twitter, na base do “cara a cara” ou até mesmo em uma crônica, grite, sempre na esperança de que esse grito chegará aos ouvidos do nosso alvo. E se não formos ouvidos hoje, talvez possamos ser amanhã, ou depois, ou depois...
Amanda Farias


Mil desculpas por ter passado tanto tempo sem postar. Não estava muito inspirada, mas agora estou de volta =D.
Quero agradecer por todos aqueles que acompanham o meu blog, fico muito feliz em saber que alguém lê e gosta do que eu escrevo. Muito obrigada ^^).
Follow me: @amandaraqueel
E sigam o blog tbm =)

Às vezes é preciso.

Às vezes, quando paramos para pensar na vida, mesmo que seja por um breve momento, enfretamos algumas decisões a ser tomadas mas que não temos nem ideia de como reagir ou como se resolver. Todos temos escolhas a fazer, atitudes a ser tomadas, e nem sempre agimos da maneira correta.
É muito difícil lidar com escolhas quando sempre há alguém para te julgar, e dizer que você sempre está errado. E a vida, além de acertos, é erros pois não somos perfeitos.
O que nos resta é refletir e pensar muito bem antes de qualquer coisa, antes de qualquer atitude. Ver o que será bom para todos em nossa volta, mas principalmente o que será bom para nós. Às vezes é preciso  ser um pouco egoísta, infelizmente.

Amanda Farias

Amar, verbo intransitivo.

Desde o ano passado venho a me perguntar qual o sentido desta frase: Amar, verbo intransitivo, sei bem que Mário tem um romance com esse título e sei, também, que existe um poema de Drummond com o mesmo nome, mas... sim, venho a me questionar há tempos sobre o significado disso, colocava-o sempre para o lado gramatical: intransitivo -> não precisa de complemento... Só que construí, assim, um significado muito vago, nada "bonito" sobre aquilo que me "atormentava" tanto... Pensei, muitas vezes, que o amor seria algo que não precisava de complemento - nada perspicaz -, só que o que havia presumido é de uma sensibilidade mínima, afinal, o concluído foi: ninguém precisa do outro para amar, ama-se, somente, acreditei que o que queria dizer tal frase, ou melhor, filosofia, era que a gente não precisa do outro, o amor acontece para um e não necessariamente para dois. Resumidamente, a ideia era amor platônico, isto é, o amor não precisa ser correspondido.
Tudo isso foi pensado ano passado, depois abandonei tal ideia, esqueci-a, mas um dia desses... Voltei a filosofar: Amar, verbo intransitivo. Estava deitada, quase dormindo - já passava das 23h, provavelmente -, pensando no Amor antes de concluir minha última observação sobre o tal mistério que a frase me impunha e o quanto o tal tormento demonstrava minha insipiência, mas seria uma insipiência da vida, do amor, do mundo, da humanidade, algo que não poderia alcançar... Pois, esse tipo de sabedoria só irá - iria - chegar-me com o tempo. Mas, deixa eu chegar logo onde já deveria ter chegado: pensei que quando amamos, nos alimentamos do amor, ele vira nossa existência, vira o nosso suprimento, agora, percebe, ele seria correspondido, pois seria o pão, a comida, como já disse Cazuza, esse alimento não estaria apenas em nossas mentes - como no amor platônico - porém, estaria em atitudes e anseios compartilhados... Com o Amor nada mais seria necessário... Tudo já é o Amor e sem o Amor não haveria mais nada, pois ele é o início e o fim, o terror e o divino em nossas vidas. O Amor basta, não é preciso complemento. 

Bezerra Guimarães
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